2 Comentários
Avatar de User
Avatar de Gabriela C

Cobertura fenomenal.

O problema é que instalação de câmera que instalaram não resolve nada, né? Só aparece a carinha de fel dos meliantes, dando show — não caem, não tomam choque, só saem roubando tudo mesmo, na maior cara de pau do mundo.

Estou impressionada com os dados. Acho esses atos criminosos contra o pouco de cuidado público que temos uma coisa gigantesca, uma coisa horrorosa. Tem gente que vai pensar "ah, coitados, não sabem o que fazem pois são usuários." mas sabem, sim! Não é pequeno como parece, afeta direta e indiretamente a qualidade da urbanização, a qualidade da locomoção e de vida. Muitos cidadãos do bem ficam sem luz, perdendo prazos de estudos, trabalhos, alimentos (não somente em residências, como em empresas). E continuamos pagando imposto — e cada vez mais alto, pois a cada fio, pagamos a reposição de uns 40.

Isso, sem contar a roubalheira dos políticos!

Com o nível de violência, sujeira e insegurança que temos hoje, as pessoas ainda se doem com algumas medidas urbanas, as tais "arquiteturas hostis". Não entendo isso. Se nem essas medidas (bobas, até) seguram o avanço dessas coisas, quem dirá sem elas! Tem quem defenda simplesmente darmos moradias e terrenos aos "sem-teto", como se isso fosse resolver tudo. Por que não imprimimos mais dinheiro também, né?

Enfim, se nem estruturas elevadas, garras antifurto, enterro de cabos e concretagem/solda das caixas de passagem resolveram!! Temos um problema seríssimo e fico um pouco aliviada em saber que nem todos estão fazendo vista grossa para eles, mas buscando outras alternativas.

Estou torcendo pelos cabos laranjas!

Avatar de Abreu Ferreira

Você foi perfeita em cada palavra. Ficamos reféns da bandidagem, em grande medida, não pelo quanto são poderosos, mas por nossa leniência com o mal. Quando um cabo é furtado, quando uma fachada é pichada, quando um imóvel é "ocupado", a empatia se volta sempre para o criminoso, nunca para a vítima.

Quem se pauta pela mídia tradicional, é condicionado a encarar o medo, a feiura e a precariedade em que vivemos como um dado da natureza: tem dias em que chove, tem dias em que faz sol, tem dias em que ficamos sem luz porque uma vítima da sociedade trepou num poste e arrancou uns fios para revender num ferro-velho clandestino.

É uma empatia suicida. A vida pode ser muito mais.